quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Assembléia na Carpintaria

ASSEMBLÉIA NA CARPINTARIA
Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia.
Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças.
Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes
lhe notificaram que teria que renunciar.
A causa? Fazia demasiado barulho; e além do mais,
passava todo o tempo golpeando.
O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também
fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas
voltas para conseguir algo.
Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua
vez, pediu a expulsão da lixa.
Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os
demais, entrando sempre em atritos.
A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o
metro que sempre media os outros segundo a sua medida,
como se fora o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material
e iniciou o seu trabalho,
Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.
Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia
reativou a discussão.
Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:
- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas
o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com
nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos
pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes."
A assembléia entendeu que o martelo era forte, o
parafuso unia e dava força, a lixa era especial para
limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato.
Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir
móveis de qualidade.
Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar
juntos.
Ocorre o mesmo com os seres humanos.Basta observar e
comprovar.
Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação
torna-se tensa negativa; ao contrario, quando se busca
com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem
as melhores conquistas humanas.

É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo.
Mas encontrar qualidades... Isto é para os sábios!

(autor desconhecido)

A águia

A ÁGUIA
A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos.
Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.
Aos 40 anos ela está com:
As unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta.
O bico alongado e pontiagudo se curva, apontando contra o peito.
As asas estão envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas e voar já é tão difícil!
Então, a águia só tem duas alternativas: Morrer...
... ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias
.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um
ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar.
Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo.
Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas.
Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.
E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos."
"Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação.
Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças,
costumes e outras tradições que nos causaram dor.
Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado
valioso que uma renovação sempre traz".
(autor desconhecido)

Reunião de Pais acontecerá nesta quinta e sexta-feira

Nos dias 17/02 e 18/02, quinta-feira e sexta-feira, serão realizadas reuniões de pais pelas professoras da Sala de recursos multifuncionais.
Após uma ficha exploratória preenchida por elas, juntamente às escolas sede e de abrangência, fez-se a verificação dos alunos que serão contemplados pelo serviço do Atendimento Educacional especializado, no município de Lorena.
O público alvo do AEE são os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação e a condição para que freqüentem as salas de recurso é estar matriculado na rede regular de ensino, um requisito exigido pelo Ministério da Educação.
As reuniões foram pré-agendadas com os pais e acontecerão nos períodos manhã e tarde. Os pais foram comunicados por meio de um informativo enviado pela escola e pelas professoras do AEE.
Na ocasião, as professoras irão informar a família a respeito de como funcionará o AEE, como será ofertado, coleta de dados sobre o histórico do aluno e preenchimento da documentação necessária.
Para enriquecer o tema Família e escola, trago um material do ministério da Educação que poderá servir como base para demais pesquisas e um suporte, tanto para profissionais das unidades escolares quanto para as professoras do AEE.
A Hora e a Vez da Família
http://dl.dropbox.com/u/12235716/A%20hora%20vez%20da%20familia.pdf

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dispositivos Legais que Regulamentam o AEE

DECRETO Nº 6.571, DE 17 DE SETEMBRO DE 2008.

Dispõe sobre o atendimento educacional
especializado...
http://dl.dropbox.com/u/12235716/decreto%206571aee.pdf

RESOLUÇÃO Nº 4, DE 2 DE OUTUBRO DE 2009
Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial.
http://dl.dropbox.com/u/12235716/rceb004_09%5B1%5D.pdf

NOTA TÉCNICA – SEESP/GAB/Nº 11/2010
Data: 7 de maio de 2010
Interessado: Sistemas de ensino
Assunto: Orientações para a institucionalização da Oferta do Atendimento Educacional
Especializado – AEE em Salas de Recursos Multifuncionais, implantadas nas escolas
regulares.
http://dl.dropbox.com/u/12235716/notatecnica_n112010.pdf

Medo de ser Professor

Medo de ser Professor
Patricia Kast Caminha
Seu nome é Lúcia. Encontrei-a no ônibus, a caminho do trabalho. Não dormiu bem a noite. Ficou sabendo no dia anterior que receberá, no proximo ano, um estudante com deficiência, entre os da nova turma. O que fará se não foi formada para isso? Com essa novidade de Inclusão, como fará para empreender novos conhecimentos numa área em que nunca teve intenção de trabalhar?
Oras, na sua época de magistério, um dos caminhos era a Educação Especial mas fugiu como o diabo foge da cruz. Nunca teve contato com alguém com qualquer deficiência. Lógico, já viu, passou perto até, mas não, nunca teve contato. Nem em cinemas, nas ruas, nas lojas, nas praças… Muito menos nas escolas em que estudou. Culturalmente, pessoas assim sempre tiveram um ambiente próprio, que não era, definitivamente não era, o seu. E agora mais essa…
Mãe de dois filhos, dupla jornada para complementar o baixo salário… Mais essa…
Seu mundo, me pareceu, era pequeno. Uma reclusão a que tantos se impõem ou por medo, ou por preguiça.
Lúcia quiz contar mais, que se considerava boa professora, mas que agora tinha dúvidas. Chegou ao final de mais um ano letivo concluindo que a maioria dos estudantes, que deveriam ser retidos, mas com esse negócio de promoçao automática, pelo amor de Deus, foram promovidos. Não estavam recebendo uma boa educação em casa. Estava pensado muito seriamente sobre isso. E a moral e os bons costumes? Ela não ia se prestar a fazer o que considera obrigação da família. Não se acha a culpada por lares desfeitos (quando são feitos, salientou). Hoje em dia não pode nem comemorar Dia das Mães ou dos Pais na escola. E por quê? Porque as famílias não são mais família, disse indignada. Atualmente vieram com outra novidade: Dia da Família. Não sabe se adianta muita coisa.
Perguntei como era seu trabalho, o que ensinava. Começou a contar com alegria sobre as cartilhas, o alfabeto, as crianças com brilho nos olhos que chegavam a ela querendo aprender a ler. Não sabiam nada, muitas considerava virem do zero, nem pré escola haviam feito, um horror na sua concepção de educadora. Tinha que ensinar tudo, desde escovar os dentes a ficar quieto na carteira escolar. Um custo. Levantar a mão para falar, rezar no início das aulas, falar em coro “seja bem vindo” ou “volte sempre” para cada pessoa que vier a porta da sala de aula. Depois, com o passar do tempo, ficava uma beleza… Disciplina, todos iguaizinhos. Mas sempre tem aqueles… Os do fundo da sala. Esses, já sabe no que vai dar no final do ano. Já está escrito, pra ela não tem jeito.
E então, inicia as letras… Todo dia, todos em coro: “A, B, C…” Aponto as letras com a régua. Depois, faz chamadinha oral. Usa uma cartilha antiga, mas muito eficaz. Escondida, porque se o diretor pega… Ele até sabe, mas tem um combinado de “se não vê, não sabe”. Dá algumas coisas do Construtivismo, sabe como é, diz, tem que dar de tudo um pouco. Se não, é chamada de tradicionalista. Um horror. Aí a coordenadora tem que fazer alguma coisa. É aquela coisa do “viu, já viu”.
Até o final do ano, para ela é de praxe, todos os estudantes têm que iniciar letra de mão. Oficialmente não é pra fazer isso, sabe, mas os professores da escola em que trabalha têm este acordo. Sempre foi assim, na sua época dava certo, porque agora inventaram diferente?
É a mesma coisa com avaliação. E reclama de uma professora nova na escola que nas reuniões vem com “coisa nova”, querendo se mostrar, fica falando umas novidades que ninguém gosta, que avaliação tem que ser individual… Como assim?
Avaliar só com prova mesmo. E prova igual pra todos. Quem vai bem, vai, quem não vai é porque não aprendeu, tem algum problema. Tem que fazer recuperação. Mas é uma chateação porque tem que aumentar sua nota por causa da tal promoção automática.
E agora, vai ter um estudante com deficiência na turma. E a professora de Educação Especial da escola não pode mais ensiná-lo na sala de recursos… Então ela vai fazer o que na escola? E o estudante? Diz que a professora agora tem que ficar com o estudante com deficiência na sala e ensinar… O quê, se ele não aprende? E a professora de Educação Especial pode trabalhar em parceria e ensinar coisas complementares no horário oposto ao da sala de aula ao estudante.
Lúcia não ia mais parar de falar como pude sentir, mas tive que interrompê-la pois desceria no meu ponto de ônibus.
Fui caminhando para meu trabalho pensando em quantos professores pensam e agem da mesma maneira. Numa classe de aula assim, nada pode sair diferente do que planeja, sem contar que o planejamento deve ser daqueles, hiper rígidos. Imagino a vida escolar das crianças, como não deve ser, numa situação assim.
Uma pessoa rígida, fechada para coisas novas na vida, desde mudar sua forma de avaliação até pensar diferente sobre o que é ensinar. Imagino que deve sofrer muito porque sua rigidez a torna insensível a mudança externas e internas. O mundo muda todo dia, as relações humanas, a História, a Geografia, sua relação com o mundo… Dizer não para tudo, se negar a tentar, a aprender e apreender o novo talvez a faça melancólica, severa, acreditando apenas no que já passou, no antigo, no velho mesmo, arcaico. Como se fosse um chão. Sem ele, seu mundo acaba.
Você pensa como a Lúcia?
O que fará quando na turma de estudantes tiver um ou mais com deficiência?
Que tal fazer diferente? Que tal pensar na sua prática pedagógica? É muito complicado, não sabe por onde?
Pesquise sobre trabalhos realizados por professores em sala de aula com pessoas com deficiência, as mais diversas. Pense, por exemplo: se você tiver estudante(s) com surdez na sala, o que será necessário? E faça o seguinte exercício: como fazer com que as aulas fiquem prazeirosas para todos, partindo das necessidades de um estudante com surdez. Se você vai trabalhar o corpo humano, alfabetizar, qualquer conteúdo de qualquer série, ao invés de sair pensando em fazer tudo separado para um, que tal oportunizar para todos a LIBRAS, gravuras sobre os conteúdos… Que tal transformar suas aulas em aulas acessíveis para um e uma oportunidade para todos se prepararem para um mundo que já está aí?
Repense também a avaliação, a letra cursiva, a sua relação com os professores que estão inovando…
“Bata um Papo” com o Construtivismo. Tudo bem se não quer deixar algumas coisas de lado. Mas o ponto é este: nem se feche para o novo, nem jogue o que sabe no lixo. Ninguém está pedindo isso.
Considere que todos os estudantes têm pré conhecimentos muito importantes para incorporar na sala de aula, realize pesquisas, dê voz aos estudantes deixando que a sala tenha um barulho peculiar, e também permita o livre trânsito pela sala. Não pense que com isso os momentos de silêncio e atenção deverão ser esquecidos. De maneira alguma.
Não caia nos corporativismos. É uma algema que aperta cada vez que alguém quer se soltar. Amarra, obriga a agir uniformemente, impede de pensar por si. Não se junte aos professores que culpam os estudantes pelo (mal interpretado) fracasso escolar. Não trabalhe com essa coisa de culpa. Saiba que sempre estará aprendendo. Liberte-se da rigidez.
Ao pessoal que já tem experiência, já arregaçou as mangas e tem realizado trabalhos fantásticos em sala de aula (e fora dela!), tomando os estudantes como parceiros na empreitada pelo conhecimento, com enfoque no respeito a diversidade, uma proposta: divulgue-os.
Muito profissional já começou, organizando seu fazer pedagógico respeitando a diversidade, tornando suas aulas acessíveis a todos. Mesmo sem estudante com deficiência na turma, procura planejar aulas com mais recursos audio-visuais, com elementos táteis. Grava as aulas, as revê ou escuta com os estudantes, promove a elaboração de material sensorial com todos. Tem professor que trabalha com LIBRAS, usa reglete e punção na sala de aula.
Se você tem algo a dizer, é a hora!!!!!!
Este texto não acaba aqui…
Patricia Kast Caminha - Pela Inclusão ampla, geral e irrestrita de todos a toda sociedade e ao que ela pode e deve oferecer.
“Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.”Oscar Wilde

Uma Laranja é Apenas uma Laranja?

Uma laranja é apenas uma laranja?
Por Fábio Adiron

Mariana era louca por laranjas. Não qualquer laranja, era louca por laranja pera.
Era tão fanática que costumava comprar no atacado. Toda semana ia ao CEASA e comprava um saco de laranja pera. Delas fazia suco, saladas de frutas de uma fruta só, as chupava puras. Fazia doces, bolos e tortas.
Nem sempre todas as laranjas vinham perfeitas, algumas chegavam mais secas, outras um pouco amassadas. Mesmo assim Mariana aproveitava todas, de uma forma ou de outra. Até o dia em que, no meio do seu saco de laranjas pera veio um exemplar de laranja bahia. Para muitos seria apenas mais uma laranja, não para Mariana que ficou perplexa e confusa com um tipo de laranja diferente.
A casca era mais fina, o tamanho maior, o suco com teores diferentes de açúcar e de ácido cítrico. Ela não estava preparada para isso. Não sabia nem por onde começar. Fez uma busca na Internet sobre a tal da laranja estranha. Só encontrou informações sobre os aspectos fenotípicos do citro. Isso não ajudava.
Começou a ligar para amigas. O máximo que descobriu foi que essas laranjas não tinham sementes. Pior foi ter de ouvir da melhor amiga que era uma laranja, e laranjas são laranjas. Que diferença isso ia fazer?
Concluiu que não teria outra alternativa a não ser partir em busca de especialistas. Como iria descascar aquela pele mais fina? Se eram mais doces, como procederia no açúcar da sua famosa compota de laranja? Os gomos maiores não enroscariam no seu processador? Descobriu várias pessoas que se dedicavam ao estudo e manuseio de laranjas bahia. Uma mulher que era descascologista, com doutorado em bahias. Um agrônomo que tratava de distúrbios de desenvolvimento de citros e até um chef compoteiro que tinha uma instituição dedicada ao desenvolvimento da tal laranja.
Pensou em mandar seu exemplar de laranja bahia para um desses especialistas. Mariana, no entanto, era uma mulher persistente, não poderia admitir que tinha sido derrubada por uma laranja.
Matriculou-se num curso à distância, de capacitação em laranjas. Na primeira aula descobriu que a bahia era só uma das dezenas de espécies de citrus sinensis: Lima, Westin , Rubi, Valencia, Hamlim e Kinkan. O curso não lhe ensinou o que fazer com as diferentes laranjas, mas abriu seus olhos para todo um mundo diverso do que ela conhecia. Também contatou que só com prática de uso de tanta variedade é que ela descobriria como tirar o melhor de cada um dos tipos.
Não perdeu seu amor antigo pela laranja pera, mas descobriu que a vida era muito mais interessante quando as laranjas se misturavam. Era possível fazer sucos usando combinações de frutos mais ácidos com outros mais doces e, até mesmo enriquecer seu bolo de laranja com calda de uma laranja diferente.
Empolgadas partiu para o estudo de tangerinas, depois limões e até mesmo grapefruit.
E, assim como fazia com a laranja pera, Mariana nunca desperdiçou nenhum dos seus cítricos. Uma verdadeira mestra.
Uma verdadeira mestra.

A Abelha Chocolateira

A abelha chocolateira

  Era uma vez uma abelha que não sabia fazer mel.
-- Mas você é uma operária! -- gritava a rainha --
 Tem que aprender.
  Na colméia havia umas 50 mil abelhas e Anita era a única com esse
problema. Ela se esforçava muito, muito mesmo. Mas nada
de mel...
  Todos os dias, bem cedinho, saía atrás das flores de laranjeira, que
ficavam nas árvores espalhadas pelo pomar. Com sua
língua comprida, ela lambia as
flores e levava seu néctar na boca. O corpinho miúdo ficava cheio de pólen,
que ela carregava e largava, de flor em flor,
de árvore em árvore.
  Anita fazia tudo direitinho. Chegava à colméia carregada de néctar para
produzir o mais gostoso e esperado mel e nada!
  Mas um dia ela chegou em casa e
de sua língua saiu algo muito escuro.
  -- Que mel mais espesso e marrom... -- gritaram suas colegas operárias.
  -- Lac, que nojo! -- esbravejaram os zangões.
  Todo mundo sabe que os zangões se zangam à toa, mas aquela história estava
ficando feia demais. Em vez de mel, Anita estava
produzindo algo doce, mas muito
estranho.
  -- Ela deve ser expulsa da colméia! -- gritavam os zangões.
  -- É horrorosa, um desgosto para a raça! -- diziam outros ainda.
  Todas as abelhas começaram a zumbir e a zombar da pobre Anita. A única que
ficou ao lado dela foi Beatriz, uma abelha
mais
velha e sábia.
  Um belo dia, um menino viu aquele mel escuro e grosso sobre as plantas
próximas da colméia, que Anita tinha rejeitado
de
vergonha. Passou o dedo, experimentou
e, surpreso, disse:
  -- Que delícia. Esse é o mais saboroso chocolate que eu já provei na vida!
  -- Chocolate? Alguém disse chocolate? -- indagou a rainha. Que sabia que o
chocolate vinha de uma fruta, o cacau, e não
de uma abelha.
  Era mesmo um tipo de chocolate diferente, original, animal, feito pela
abelha Anita, ora essa, por que não...
  Nesse momento, Anita, que ouvia tudo, esboçou um tímido sorriso. Beatriz,
que também estava ali, deu-lhe uma piscadela,
indicando que tinha tido uma idéia brilhante.
  No dia seguinte, lá se foram Anita e Beatriz iniciar uma parceria
incrível: fundaram uma fábrica de pão de mel, juntando
o talento das duas para produzir uma deliciosa combinação de mel com chocolate.
    Moral da história:
  as diferenças e riquezas pessoais, que existem em cada um de nós, são
singulares e devem ser respeitadas. Fábula de Kátia Canton.

O Perfil do Professor de AEE


O professor da sala de recursos multifuncionais deverá ter curso de graduação, pós-graduação e ou formação continuada que o habilite para atuar em áreas da educação especial para o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. A formação docente, de acordo com sua área especifica, deve desenvolver conhecimentos acerca de: Comunicação Aumentativa e Alternativa, Sistema Braille, Orientação e Mobilidade, Soroban, Ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, Ensino de Língua Portuguesa para Surdos, Atividades de Vida Diária, Atividades Cognitivas, Aprofundamento e Enriquecimento Curricular, Estimulação Precoce, entre outros.
O professor da sala de recursos multifuncionais tem como atribuições:
• atuar, como docente, nas atividades de complementação ou suplementação curricular específica que constituem o atendimento educacional especializado dos alunos com necessidades educacionais especiais;
• atuar de forma colaborativa com o professor da classe comum para a definição de estratégias pedagógicas que favoreçam o acesso do aluno com necessidades educacionais especiais ao currículo e a sua interação no grupo;
• promover as condições para a inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais em todas as atividades da escola;
• orientar as famílias para o seu envolvimento e a sua participação no processo educacional;
• informar a comunidade escolar acerca da legislação e normas educacionais vigentes que asseguram a inclusão educacional;
• participar do processo de identificação e tomada de decisões acerca do atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos;
• preparar material específico para uso dos alunos na sala de recursos;
• orientar a elaboração de materiais didático-pedagógicos que possam ser utilizados pelos alunos nas classes comuns do ensino regular;
• indicar e orientar o uso de equipamentos e materiais específicos e de outros recursos existentes na família e na comunidade;
• articular, com gestores e professores, para que o projeto pedagógico da instituição de ensino se organize coletivamente numa perspectiva de educação inclusiva.
Salienta-se que o professor da sala de recursos multifuncionais deverá participar das reuniões pedagógicas, do planejamento, dos conselhos de classe, da elaboração do projeto pedagógico, desenvolvendo ação conjunta com os professores das classes comuns e demais profissionais da escola para a promoção da inclusão escolar.

Texto extraído do documento “SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS: ESPAÇO PARA ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO” – MEC/SEESP. Acessado em http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraDownload.do?select_action=&co_obra=28820&co_midia=2.

Sapinho Sapeca


Jaqueline Oliveira Moreira faz a relação entre uma fábula e a pessoa com deficiência

Um dia, um sapo, ingênua e inadvertidamente, caiu num buraco. Poft! E ali ficou. Era razoavelmente amplo, tinha água, era escurinho, aquecido, livre dos perigos, havia o necessário para sua sobrevivência, enfim, era um mundo maravilhoso aquele buraco!

O tempo foi passando, o sapinho transformou-se em um sapão. E um sapo gordo, inchado, e numa zona de conforto, daquela que ele pediu a Deus. Num certo dia, ele acorda em meio a um barulho estranho e novo para o mundo em que vivia: um bicho estranho e meio peçonhento caiu bem perto dele.

"- Ué! Quem é você!" - pergunta ele, assustado.
"- Sou um sapo, ora!" - responde o estranho visitante.
"- Mas sapo sou eu!" - questiona o habitante do buraco.
"- Meu amigo, existe milhares de sapos no mundo lá fora." - retrucou o outro.
"- Mundo lá fora?! Como assim?" - indagou o dono do buraco.
"- É, meu amigo... O mundo lá fora é maravilhoso. E uma das coisas que faz com que ele seja mais maravilhoso ainda, são umas criaturas especiais, razão maior da nossa vida de sapo: as sapinhas. Além disso - continuou ele - é magnifico o entardecer, quando ficamos todos juntos, cantando nas lagoas e nos alimentando dos mosquitos que voam desgovernados.
"- Lagoa?! Mosquitos?!" - mais surpresas para o velho e acomodado sapo.
"- E tem mais: quando anoitece, é lindo o céu de estrelas!" - ressaltou, romanticamente, o sapinho sapeca.
"- Epa! Aí você me paga. Eu, também, todas as noites, consigo contar, quatro a cinco estrelas vistas daqui de casa." - gabou-se o acomodado.
"- Pois é, meu amigo. Aí que está a nossa diferença: eu posso contar, aliás, nem posso, pois são milhões e milhões de estrelas!

E, assim, o sapinho sapeca foi dissertando sobre as belezas e vantagens do mundo lá fora.

"- Por outro lado, tem um bicho terrível, com o qual precisamos ter muito cuidado, e que não tem conhecimento do quanto somos úteis no processo de equilíbrio do meio-ambiente. Quando a gente menos espera ele chega, de repente, e cutuca a gente, e a gente rola, rola que parece uma bola murcha! Joga sal no nosso dorso, coloca álcool em nossas costas, e depois (ai!) ateia fogo, e a gente sai pulando, pulando, no desespero das labaredas queimando o nosso corpo. É o bicho-homem. Além dele, tem outro bicho traiçoeiro, peçonhento, com o qual precisamos estar sempre em alerta: as cobras. Mas é bom. Bom, não, é maravilhoso viver e amar nesse mundão todo lá fora! Bem, tá ficando tarde; eu vou dar um pulinho e continuar meu passeio.

" - Pulinho?!" - surpreendeu - se, mais uma vez, o sapo do buraco.
"- Sim, meu amigo. Sapo pula. E, a propósito, você não gostaria de ir comigo?"
"- Pensando bem, com esse negócio de homem, de cobra... Desses perigos todos que você falou, acho melhor não. Prefiro ficar por aqui. Pelo menos, aqui eu já sei que tá bom. Pode ir. Eu tô muito bem aqui.
".   

Não somos Figurinhas

Não somos figurinhas
Claudia Werneck (novaescola@atleitor.com.br)

Uma menina muito ressabiada. Era como se tivesse medo de gente. Família, padrinhos, vizinhos e professores não conseguiam entender o que a impedia de viver em paz com seus iguais.

“Mas o problema é justamente esse”, gesticulava ela, amaciando com seus dedinhos o pêlo macio de seu gato magro, branco e preto – o Bandidão. “Não somos iguais, não somos iguais, é tudo mentira. Eu olho para a Pati, o Ivan, o Ademir, a Tatá e só vejo diferenças.”

Os adultos se entreolhavam desanimados e pediam mais explicações. “Como diferentes, minha filha? Somos seres humanos, gente igual a você, iguais entre nós: duas pernas, dois bracinhos, dois olhos, uma língua, um cérebro, dez dedos na mão, dez no pé...”

Bandidão não estava nem aí para aquela conversa sempre tão óbvia. Entediado, deu um pinote, abandonando o colo de sua dona. Mas, ainda no ar, enquanto preparava suas patas para uma aterrissagem em segurança, ouviu sair dos lábios dela, também como um pinote, algo que a garota nunca havia dito: “E quem não tem duas pernas? Ou não escuta? Ou tem dois olhos, mas um é de vidro? Ou é muito feio? Aí não é gente? Para ser gente não basta nascer? E os bebês, não são diferentes? Por que vocês insistem em me convencer de que somos iguais? Gente não é como figurinha, que nós arrumamos em fila, deixando de lado as amassadas e as rasgadas para decidir o que fazer com elas depois”.

Bandidão estava emocionado. Entendera tudo, ora pois pois. A menina não tinha medo de gente. Acuada, sofria por outras razões. Faltava-lhe era coragem para discordar do pensamento dos adultos.

Confiante por ter conseguido, enfim, explicar sua angústia para os pais, ela experimentou uma sensação nova: sentiu pressa, muita pressa de ir para a escola. Pela primeira vez, sentia prazer em ser gente. Dedicou um último olhar de amor para Bandidão e seguiu pela rua.








Uma Joaninha Diferente


UMA JOANINHA DIFERENTE...

Regina Célia de Melo

Era uma vez uma joaninha que nasceu sem bolinhas...
Por isso ela era diferente.
As outras joaninhas não davam bola prá ela. Cada qual com suas bolinhas, viviam dizendo que ela não era uma joaninha.
A joaninha ficava triste, pensando nas bolinhas e no que poderia fazer...
Comprar uma capa de bolinhas?
Ou, quem sabe, ir embora para longe, muito longe dalí?
Ela pensava e pensava...
Sabia que não seriam as bolinhas que iriam dizer se ela era uma joaninha
verdadeira ou não. Mas as outras joaninhas não pensavam assim...
Então ela resolveu não dar mais importância ao que as outras joaninhas pensavam
e continuou sua vida de joaninha sem bolinhas...
Até que um dia, as joaninhas reunidas resolveram expulsar do jardim aquela que
para elas não era uma joaninha!
Sabendo que era uma autêntica joaninha, mesmo sem bolinhas, teve uma idéia...
contou tudo para o besouro preto, que é parente distante das joaninhas.
Decidiram ir à casa do pássaro pintor e contaram a ele o que estava acontecendo.
O pássaro pintor, então, teve uma idéia. Pintou com capricho o besouro, que
ficou parecendo uma joaninha de verdade...
E lá se foram os dois para o jardim: a joaninha sem bolinhas e o besouro
disfarçado.
No jardim ninguém percebeu a diferença. E com festa receberam a nova joaninha.
A joaninha sem bolinhas, que a tudo assistia de cima de uma folha, pediu um
minuto de atenção e, limpando a pintura que disfarçava o besouro preto,
perguntou:
- Quem é a verdadeira joaninha?


Caminhando entre obstáculos

-  Dinâmica Confiança
- Resolução de problemas e tomada de decisão
Objetivos:
Permitir uma discussão sobre as dificuldades e obstáculos que encontramos no mundo, ressaltando, porém que não devemos temer as adversidades.
Nº de Participantes:
Não há limites
Material:
Garrafas, latas, cadeiras ou qualquer outro objeto que sirva de obstáculo, e lenços que sirvam como vendas para os olhos.
Desenrolar:
Os obstáculos devem ser distribuídos pela sala.
Os participantes devem caminhar lentamente entre os obstáculos sem a venda, com a finalidade de gravar o local em que eles se encontram.
As pessoas deverão colocar as vendas nos olhos de forma que não consigam ver e permanecer paradas até que lhes seja dado um sinal para iniciar a caminhada.
O facilitador com auxilio de uma ou duas pessoas, imediatamente e sem barulho, tirarão todos os obstáculos da sala.
O facilitador insistirá em que o grupo tenha bastante cuidado, em seguida pedirá para que caminhem mais rápido. Após um tempo o facilitador pedirá para
que todos tirem as vendas, observando que não existem mais obstáculos.
Dica: enquanto os obstáculos são retirados por outro facilitador é importante conversar com os participantes sobre o que será feito em seguida a fim de
que eles não escutem pequenos ruídos que possam ser causados por algum descuido na retirada dos objetos.

A Escola dos Bichos

A ESCOLA DOS BICHOS
 
Rosana Rizzuti
 
Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.
O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de
vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.
E assim foi feito, incluíram tudo, mas...
cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.
O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,
Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...
coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não
aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.
O Pássaro voava como nenhum outro, mas o
obrigaram a cavar buracos como uma topeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.
SABE DE UMA COISA?
Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.
Não podemos exigir ou forçar para que as
outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.
Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.
RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.
 

Jaca ou Jacaré

Essa dinâmica consiste em trabalhar a concentração, chamando a atenção para uma informação que, no momento é prioridade, mas que, tira o "foco" daquilo que é necessário compreender no âmbito geral.

Quando se pronuncia Jaca, a pessoa deverá sentar-se, e quando pronuncia Jacaré, deve permanecer em pé. O texto da dinâmica é o seguinte:

JACA OU JACARÉ
Manuel ia casa do seu tio Florindo apanhar jacas. Bem no meio do caminho havia um grande rio que não tinha ponte, era preciso atravessar de canoa. Neste rio havia jacarés ferozes e Manuel pensou:- Eu quero as jacas e vou enfrentar os jacarés?Então, ele chegou à beira do rio e viu aquela quantidade de jacarés. Ficou pensativo: jaca ou jacarés, jacarés ou jacas. Entrou na canoa e começou remar contra os jacarés. Remou, remou, lutou, lutou sempre no meio dos jacarés, mas sem esquecer das preciosas jacas. Até que enfim chegou à margem do rio.- Ufa Esses jacarés me cansaram, Mas estou mais perto das minhas belas jacas. Andou, andou e viu o pé de jaca. Como Fazer agora... Apanhou cinco jacas e lembrou dos jacarés que enfrentaria, mas voltou feliz da vida com suas jacas, até o rio de jacarés. Colocou as jacas na canoa e começou a luta. Salva a jaca e bate no jacaré. bate no jacaré e salva as jacas. Até que jogou o remo no jacaré e comeu todas as jacas

Apresentação do AEE

A Educação no contexto da Política Nacional da Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva


Educação Especial:
Para quem ?
• Para Alunos com:
•  deficiência física
•  deficiência intelectual
•  surdez
•  cegueira e baixa visão
•  surdocegueira
•  transtornos globais do desenvolvimento
•  altas habilidades
Educação Especial: atuação nas escolas
• Identifica e apóia as necessidades de alunos com deficiência, com altas habilidades e com transtornos globais do desenvolvimento;
•  Elabora plano de atuação de AEE propondo serviços e recursos de acessibilidade ao conhecimento;
•  Identifica materiais, como software, recursos e equipamentos tecnológicos, mobiliário, recursos ópticos, dicionários e outros;
•  Acompanha o uso dos materiais na sala de aula do ensino regular freqüentada pelo aluno: verifica a funcionalidade e a aplicabilidade, os efeitos, possibilidades, limites, distorções do uso na sala de aula, na escola e na casa do aluno;
•  Orienta e/ou capacita professores do ensino regular e famílias dos alunos a utilizar materiais e recursos;
• Oferece o Atendimento Educacional Especializado (AEE)

O que é o AEE?
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
Um serviço da Educação Especial que identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas.

 O AEE complementa e/ou suplementa a formação do aluno com vistas à autonomia e independência na escola comum e fora dela.
O que faz o AEE?
• Apóia o desenvolvimento do aluno com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades;
• Disponibiliza o ensino de linguagens e de códigos específicos de comunicação e sinalização;
• Oferece tecnologia assistiva (TA);
• Produz material: transcreve, adapta, confecciona, amplia, grava, de acordo com as necessidades dos alunos;
• Adequa  e produz materiais didáticos e pedagógicos, tendo em vista as necessidades específicas dos alunos;
• Acompanha o uso  desses materiais e recursos em sala de aula.
AEE: quando e onde?
• O AEE é  realizado no período inverso ao da classe comum freqüentada pelo aluno;
• para maior benefício do aluno, esse serviço deve ser oferecido preferencialmente na própria escola que esse aluno freqüenta;
• há ainda a possibilidade de o AEE ser realizado em uma outra escola próxima ou em centros especializados em AEE, enquanto cada escola não tem o seu próprio serviço de AEE.
Sala de Recursos Multifuncional
É um espaço organizado preferencialmente em escolas comuns das redes de ensino para a realização do AEE
Quais escolas que terão sala de recurso
• As escolas que para 2011 contarão com as Salas de Recursos são:
• E.M. CAIC;
• E.M. CYRENE LEITE  DE ALMEIDA;
• E.M. FRANCISCO PRUDENTE DE  AQUINO;
• E.M. PAPA JOÃO PAULO I;
• E.M. ELIZABETH AP. PINTO;
• E.M. HERMÍNIA F. AZEVEDO;
• E.M. LÚCIA Mª. VILLAR BARBOSA.
Importante
• O AEE tem  objetivos e  atividades  que se diferenciam das realizadas em salas de aula de ensino comum. O AEE não é reforço escolar.
• A auxiliar de sala ou cuidadora não faz parte do quadro da Educação Especial, mas do Ensino Comum.
AEE: produção de materiais

Materiais da Sala de Recursos Multifuncionais

Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais -2009
Sala de recursos Tipo I
table with 2 columns and 30 rows
Nº de Ordem
Especificação
01
02 Microcomputadores com gravador de CD, leitor de DVD
02
02 Estabilizadores
03
Lupa Eletrônica
04
Scanner
05
Impressora laser
06
Teclado com colméia
07
Mouse com entrada para acionador
08
Acionador de pressão
09
Bandinha Rítmica
10
Dominó
11
Material Dourado
12
Esquema Corporal
13
Memória de Numerais
14
Tapete quebra-cabeça
15
Software para comunicação alternativa
16
Sacolão Criativo
17
Quebra cabeças sobrepostos (seqüência lógica)
18
Dominó de animais em Língua de Sinais
19
Memória de antônimos em Língua de Sinais
20
Lupa manual, Lupa Conta - Fio Dobrável e Lupa de Régua
21
Dominó com Textura
22
Plano Inclinado – Estante para Leitura
23
Mesa redonda
24
Cadeiras para computador
25
Cadeiras para mesa redonda
26
Armário de aço
27
Mesa para computador
28
Mesa para impressora
29
Quadro melanínico
table end
Salas de Recursos Tipo II
Obs: são compostas pelos mesmos materiais que a tipo I e os materiais que seguem
abaixo.
table with 2 columns and 5 rows
Nº de Ordem
Especificação
01
Impressora Braille
02
Máquina Braille
03
Reglete de Mesa
04
Punção
table end
table with 2 columns and 7 rows
Nº de Ordem
Especificação
05
Soroban
06
Guia de Assinatura
07
Globo Terrestre Adaptado
08
Kit de Desenho Geométrico Adaptado
09
Calculadora Sonora
10
Software para Produção de Desenhos Gráficos e Táteis
table end

Formando duplas com Palavras

-  Dinâmica de Apresentação
- Quebra gelo
 
Objetivos:
 
Trabalhar a integração e descontração, sendo indicado também para processos seletivos.
 
Nº de Participantes:
 
de 10 a 20 participantes
 
Material:
 
Um envelope para cada participante, contendo uma papeleta onde estará escrita uma palavra composta.
 
Desenrolar:
 
O facilitador distribui para cada participante um envelope contendo um papel onde se encontra um par de palavras compostas, informando que o mesmo só poderá ser aberto após sua autorização.
 
A seguir o facilitador informa que todos receberam palavras compostas e que eles devem identificar uma outra pessoa que tenha uma palavra que seja igual a sua, formando um par e sentando ao lado desta pessoa.
 
Após formarem os pares informa-se que cada dupla terá que criar uma maneira de expressar, de forma não verbal, a palavra que eles possuem em mãos, dentro de um tempo máximo de 1 minuto. Os dois participantes devem estar envolvidos de alguma forma nesta apresentação. Só poderão sentar assim que a palavra for identificada pelo grupo.
 
Comentários:
 
Por esta atividade ser estimulante e divertida, é indicada para ser utilizada antes mesmo da entrevista em grupo, facilitando assim que os candidatos se sintam mais à vontade para iniciar uma apresentação individual.
 
No caso do número de participantes ser ímpar um assistente ou mesmo um outro participante que já se apresentou poderá formar a dupla com quem sobrar.
 

OBS: Após a dinâmica, cada professora se apresentou, informando dados sobre si e sobre sua formação e atuações anteriores.